quarta-feira, 20 de abril de 2011

European Section of the International Society on Toxinology

The 17th Meeting of the European Section of the International Society on Toxinology (IST) will take place in Valencia September 11-15, 2011. The venue will be the Auditorium Santiago Grisolía at the Science Museum Príncipe Felipe, one of the buildings of the City of Arts and Sciences of Valencia (Spain).
http://istmeetingvlc2011.ibv.csic.es/

Processo seletivo - pós-graduação

O Programa de Pós-graduação em Biologia Animal abriu processo seletivo para novos alunos (mestrado e doutorado). Estão abertas vagas para a linha de pesquisa em toxinologia. O prazo de inscrição é de 23/05/2011 a 15/06/2011. Maiores informações em www.unb.br/ib/bioani

terça-feira, 5 de abril de 2011

Odontobuthus doriae venom as cancer medicine

Scorpions have been used in traditional medicine since ancient times, and in the last decade there have been a lot of research into scorpion venom to find potential agents to be used in medicine and treatment of serious diseases like cancer. Chlorotoxin from the venom of Leiurus quinquestriatus is one example of a very promising agent in the fight against serious brain cancer.


Jamil Zargan and co-workers have now showed that the venom of Odontobuthus doriae (Thorell, 1876) (Buthidae) induced apoptosis (programmed cell death) and inhibits DNA synthesis (inhibit cell growth and cell proliferation) in human neuroblastoma cells (Wikipedia on neuroblastoma). More investigations of the venom of this species are of course necessary, but the properties shown by the venom in this study will make it a valuable therapeutic agent in cancer research.

Abstract:
Scorpion and its organs have been used to cure epilepsy, rheumatism, and male impotency since medieval times. Scorpion venom which contains different compounds like enzyme and non-enzyme proteins, ions, free amino acids, and other organic inorganic substances have been reported to posses antiproliferative, cytotoxic, apoptogenic, and immunosuppressive properties. We for the first time report the apoptotic and antiproliferative effects of scorpion venom (Odontobuthus doriae) in human neuroblastoma cells. After exposure of cells to medium containing varying concentrations of venom (10, 25, 50, 100, and 200 lg/ml), cell viability decreased to 90.75, 75.53, 55.52, 37.85, and 14.30%, respectively, after 24 h. Cells expressed morphological changes like swelling, inhibition of neurite outgrowth, irregular shape, aggregation, rupture of membrane, and release of cytosolic contents after treatment with venom. Lactate dehydrogenase (LDH) level increased in 50 and 100 lg/ml as compared to control, but there was no significant increase in LDH level at a dose of 10 and 20 lg/ml. Two concentrations viz. 50 and 100 lg/ml were selected because of the profound effect of these concentrations on the cellular health and population. Treatment with these two concentrations induced reactive nitrogen intermediates and depolarization in mitochondria. While caspase-3 activity increased in a concentrationdependent manner, only 50 lg/ml was able to fragment DNA. It was interesting to note that at higher dose, i.e., 100 lg/ml, the cells were killed, supposedly by acute necrosis. DNA synthesis evidenced by bromodeoxyuridine (BrdU) incorporation was inhibited in a concentrationdependent manner. The cells without treatment incorporated BrdU with high affinity confirming their cancerous nature whereas very less incorporation was noticed in treated cells. Our results show apoptotic and antiproliferative potential of scorpion venom (O. doriae) in human neuroblastoma cells. These properties make scorpion venom a valuable therapeutic agent in cancer research.

Reference:
Zargan J, Sajad M, Umar S, Naime M, Ali S, Khan HA. Scorpion (Odontobuthus doriae) venom induces apoptosis and inhibits DNA synthesis in human neuroblastoma cells. Mol Cell Biochem. 2011 Feb;348(1-2):173-81. [Subscription required for fulltext]

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Acidentes com animais peçonhentos dobram em 10 anos!

Ataques com animais peçonhentos dobram em dez anos

4/4/2011

Agência FAPESP – Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que o número de acidentes com animais peçonhentos dobrou na última década no Estado. Os escorpiões são os principais causadores desses ataques.

Em 2010, foram registrados 14.601 acidentes envolvendo cobras, aranhas, escorpiões e taturanas, número 112,4% superior ao de 2000 (6.873).

De acordo com a Secretaria, dos acidentes 46,5%, ou 6.783 notificações, foram causados por escorpiões. Outros 3.007 casos foram referentes a ocorrências com aranhas, além de 1.752 registros com serpentes e 1.644 com abelhas.

O hospital estadual Vital Brazil, ligado ao Instituto Butantan, e que realiza atendimentos exclusivamente para acidentes envolvendo animais peçonhentos, foi responsável por 2.319 ocorrências em 2010. A unidade é a única no mundo que atende exclusivamente acidentados de animais peçonhentos.

Para quem viaja a lazer para áreas de mata, os cuidados com animais peçonhentos devem ser redobrados. “Ao caminhar, é importante estar com calçado adequado, como botas, e evitar os períodos de amanhecer e entardecer, quando as cobras procuram alimentos. Normalmente, esses animais procuram lugares secos para se protegerem”, disse Carlos Medeiros, diretor médico do hospital.

Diferentemente do que se costuma ouvir, em caso de ferimento, de forma alguma se deve amarrar o local atingido, já que essa ação pode produzir necrose e não evita absorção do veneno.

Em caso de acidentes com cobras, a primeira medida é lavar o local afetado com bastante água e sabão e procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo. As ações que costumam ser mostradas em filmes, como amarrar, cortar ou mesmo chupar a ferida com a intenção de sugar o veneno devem ser evitadas, uma vez que podem piorar a situação da vítima.

Para ferroada de escorpião, a primeira medida a ser adotada é colocar compressas de água morna sobre a ferida para aliviar a dor. Em seguida, recomenda-se procurar a assistência médica mais próxima. Já em caso de picadas de aranhas e queimaduras de taturanas é importante não mexer no ferimento.

A lista de locais para diagnóstico e tratamento pode ser encontrada no site do Centro de Vigilância Epidemiológica (www.cve.saude.sp.gov.br) no link “Acidentes por animais peçonhentos”.

Além disso, o Instituto Butantan, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, disponibiliza para a população um telefone de orientação sobre como proceder em casos de emergência e acidentes com esses animais e indica o local mais próximo para atendimento.

O serviço funciona 24 horas por dia pelo telefone: (11) 3726-7962. Dicas de prevenção também podem ser encontradas no site www.butantan.gov.br.